Acompanhe ao vivo a sua rádio

O Museu Nacional completou 200 anos em 2018. Seu acervo era de 20 milhões de itens - 03.09.2018

Fundado por Dom João 6º no dia 6 de agosto de 1818, o museu acabou de completar 200 anos. O prédio foi residência da família real.

O fogo que atingiu o edifício no domingo, 2 de setembro, pode representar o fim de um projeto ambicioso iniciado por Dom Pedro  1º em 1826: dar ao Brasil uma coleção de arte egípcia - o que, na época, era moda entre a nobreza europeia. A prática começou após a campanha napoleônica pelo Egito. Todo tipo de peça despertava interesse de colecionadores particulares e responsáveis pelas primeiras coleções egípcias dos museus europeus, como o Louvre e o Museu Britânico. A maioria delas vinha de tumbas.

O imperador Dom Pedro 1º, deu origem à maior coleção egípcia da América Latina.

As múmias  eram os grandes destaques do acervo. O Museu Nacional tinha a maior coleção de múmias egípcias da América Latina. Múmias de adultos, crianças, animais . Lápides com inscrições em hieróglifos também eram parte da coleção.

Especializado em história natural é/era o mais antigo centro de ciência do Brasil e maior museu desse tipo na América latina.

Um dos principais atrativos do acervo: o meteorito Bendegó, o maior do Brasil está intacto. Mas as pesquisas realizadas a partir dele, nas últimas décadas, se perderam com a biblioteca.

O meteorito Bendegó está exposto no Museu Nacional desde 1892. Encontrado no sertão da Bahia por Joaquim da Motta Botelho, nas proximidades do riacho Bendegó, no século 18, tem origem ainda incerta, segundo os pesquisadores. Ele pesa mais de 5 toneladas e é considerado um dos maiores do mundo.

Estudos realizados nas suas fendas dão a estimativa de que ele pode ter caído na terra entre cinco e dez mil anos atrás. A poucos metros do meteorito Bendegó, na entrada do museu, era possível ver que os lustres bicentenários e painéis originais do Brasil Colônia foram destruídos pelo fogo.

Um de seus maiores tesouros é o esqueleto mais antigo encontrado nas américas com cerca de 12 mil anos de idade. Achado em Lagoa Santa, minas gerais, em 1974, pela arqueóloga francesa Annette Laming-Emperaire,  trata-se de Luzia, uma das primeiras habitantes do Brasil. É considerado o maior tesouro arqueológico do país.

Um dos grandes destaques da coleção de paleontogia é o esqueleto Maxakalisaurus topai, o primeiro dinossauro de grande porte a ser montado no Brasil. A ossada também foi encontrada em Minas Gerais. Perdeu-se. A  coleção paleontológica totalizava 56 mil exemplares e 18,9 mil registros.

Com mais de 700 peças, a coleção de arqueologia egípcia do Museu Nacional é considerada a maior da América Latina e a mais antiga do continente - com múmias e sarcófagos.

 

O caixão de Sha Amun en su era uma das atrações mais populares da seção. Trata-se de um presente que Dom Pedro 2º recebeu, em 1876, em sua segunda visita ao Egito.

Outra raridade do acervo era o trono do rei africano Adandozan (1718-1818), doado pelos embaixadores do rei ao príncipe regente Dom João 6º, em 1811.

Uma das coleções mais valiosas do museu era a de arqueologia clássica, composta por 750 peças das civilizações grega, romana e etrusca.

Devido ao tamanho e ao valor, foi considerada o maior do gênero na América Latina.

O acervo de etnologia tinha artefatos da cultura indígena, como objetos raros do povo Tikuna, e afro-brasileira, além de itens de culturas do Pacífico. Havia pelo menos 1.800 artefatos de civilizações ameríndias da era pré-colombiana.

Na época da inauguração, quando o local ainda se chamava "Museu Real", Dom Pedro 1º escreveu que o objetivo era "propagar os conhecimentos e estudos das ciências naturais no Reino do Brasil".

 

Contatos

Telefone: 41 3086.0957

Email: ouvinte@95fmcuritiba.com.br

Redes sociais